Reconstruindo a história de qualquer família, por pequena e modesta que seja, estamos ajudando
a reconstruir, sem nenhuma dúvida, a história dessa grande família chamada Humanidade.
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:: O início
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:: A "Guerra de Doze"
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:: A pesquisa
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:: Aparecem as origens
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:: Descendência de Theotonio da Santa
Cruz Oliveira

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:: Descendência de Pedro Quirino Ferreira/Inez Santa Cruz Ferreira
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ANEXOS
:: Descendência de Fausto Salgado de Azevedo
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:: Theotonio da Santa Cruz Oliveira e seus homônimos
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:: Fotos
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:: Homenagem
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:: Agradecimentos
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:: Sobre a autora
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:: Aparecem as origens

Na região Agreste de Pernambuco, nos limites de Alagoas, a cinqüenta quilômetros de Garanhuns, situa-se a cidade de Correntes. O município dista 257 km do Recife e foi criado em 27-05-1879, pela Lei Provincial n. 1.423, sendo formado pelos distritos de: Correntes (sede) e Poço Comprido e pelo povoado de Pau Amarelo e Olho d’Agua do Góis. De acordo com o censo 2000 do IBGE, a população residente total é de 17 044 habitantes.

A história do lugar remonta ao início do século XIX, quando ali se estabeleceu em 1826 o capitão Antonio Machado Dias com uma fazenda de plantação de cereais, segundo relata o historiador Pereira da Costa (1). Outros foram chegando e estabelecendo fazendas, instalando capelas e oratórios, plantando, colhendo, povoando a terra. Em 1837, já havia uma povoação e uma feira.

Pereira da Costa assim descreve a região:

(...) Correntes (...) ocupa uma bela situação, estendendo-se sobre uma vasta planície circulada de colinas (...) de onde se descortina o belo deslizar do rio Correntes. (...) É encantador o panorama. (...)(2)

Lá vivia Theotonio da Santa Cruz Oliveira. Não encontrei ainda informações sobre a data e o local do seu nascimento. O primeiro registro documental desse personagem é uma certidão de batismo de um filho seu, também chamado Theotonio.

Aos 25 de novembro de 1830 em Corrente o Pe. Joaquim de Freitas baptizou e apôs os Santos Óleos a Theotonio, filho legitimo de Theotonio da Santa Cruz e de Maria Francisca de Jesus. Foram padrinhos Antonio Francisco dos Santos e Firmina Maria do Rosário.(3)

Com o registro desse filho em 1830 começa uma tradição de homônimos que se estende até os dias de hoje, onde ainda há membros da família, vivendo neste ano de 2008, chamados Teotônio da Santa Cruz Oliveira.(4)

Além deste filho, Theotonio teve outros; estabelecido na região como um dos “homens bons” (5) da Vila de Correntes, em 1845 era proprietário de terras e em 1848 eleito juiz-de-paz daquela localidade, de acordo com Alfredo Leite Cavalcanti na sua “História de Garanhuns”(6). No terceiro quartel do século XIX, Theotonio emigrou para a vila da Assembléia, em Alagoas, atual cidade de Viçosa.

Segundo Elói Loureiro Brandão Sá, “... procedendo de Pernambuco o coronel Santa Cruz radicou-se em Viçosa antes de 1860, por motivos políticos, segundo uns, por interesses econômicos, conforme outros. O fato é que entre 1862 e 1864 já exercia o cargo de Juiz Ordinário da Vila de Assembléia.”(7). Em 1867 compra o grande e arruinado sobrado da rua principal, reformando-o e tornando o imóvel centro da sua atividade econômica e política, onde recebia parceiros de negócios, amigos e aliados políticos. Conhecido como “o sobradão de Theotonio Santa Cruz”, foi demolido em 1929 e no seu lugar, ergueu-se o Banco de Viçosa.

Alfredo Brandão, outro cronista de Viçosa, relembra:

... Quando a tarde refrescava e o sobrado do coronel Santa Cruz extendia a sua grande sombra protectora pela praça do Commercio, nas portas das lojas reuniam-se grupos para o jôgo do gamão e para a deliciosa palestra. Em regra geral o grupo dos conservadores não se misturava ao grupo dos liberaes e entre uns e outros discutia-se política, desejando os que estavam de baixo a quéda dos que estavam de cima.(...)(8)

Em 1875, Theotonio já era dono dos engenhos Flor das Serras e Santa Luzia, comandante do 8o. Batalhão de Infantaria e Presidente da Câmara Municipal. Em 1878, como Chefe do Partido Liberal e Tenente Coronel da Guarda Nacional, comandava a política local e era um dos membros mais respeitados e influentes da Vila da Assembléia.

A última referência a Theotonio da Santa Cruz Oliveira é como deputado provincial por Alagoas em 1882/1883. Elói Loureiro Brandão Sá informa que no final do século XIX ele havia voltado a Pernambuco.

Aqui se coloca um dos principais problemas desta pesquisa: a homonimia (9) em relação ao nome de Theotonio da Santa Cruz Oliveira. Nada até agora de consistente existe para comprovar qual dos dois - o pai ou o filho que este registrou em 1830 em Correntes - emigrou para a vila da Assembléia em 1860. A minha hipótese é que foi o primeiro Theotonio, que já parece ter chegado na Vila com bens, fortuna e prestígio suficiente para estabelecer-se logo como fazendeiro próspero, dono de dois engenhos e líder político. Essa dedução se reforça porque encontrei um registro de batismo na vila de Correntes de uma criança, filha de Theotonio de Santa Cruz Oliveira e de Firmina Maria da Conceição em 1873. Este seria “o segundo” Theotonio, filho do primeiro, aquele mesmo que consta do registro de batismo datado de 1830, e parece ter permanecido em Correntes.

Não é objetivo deste trabalho, que pretende ser apenas um registro antecipado da investigação que estou desenvolvendo, responder a essa questão, que necessita ser esclarecida; mas já encontrei referências documentais a seis “Theotonios” com o sobrenome “da Santa Cruz Oliveira”, e mais alguns com esse prenome, pertencente ao mesmo clã, mas usando sobrenomes diversos, entre os quais Teotônio Salgado de Oliveira Vasconcelos (1864-1935), meu bisavô, sobre o qual falarei adiante. Um dos meus objetivos é esclarecer as relações de parentesco entre cada um desses personagens, sua ascendência, descendência e biografia.

Theotonio de Santa Cruz Oliveira deixou uma prole numerosa. Alguns desses descendentes emigraram para outras cidades e deram origem a troncos familiares, cujos galhos frondosos se espalharam por várias regiões. Entre eles quero salientar três troncos principais, estabelecidos a partir de três dos seus filhos, a respeito dos quais já é possível traçar, nessa fase inicial de descobertas, as principais linhas de parentesco que os ligam uns aos outros. Um desses troncos, referente à filha Anna, minha trisavó, é aquele cujo estudo está mais adiantado, e do qual disponho de mais informações. No entanto, o objetivo da pesquisa é o estudo tão completo quanto possível dos três troncos mencionados a seguir, todos filhos de Theotonio da Santa Cruz Oliveira e, pelo menos João e Anna, comprovadamente filhos também de sua esposa Maria Francisca de Jesus.

1 – João da Santa Cruz Oliveira
2 - Petronillo da Santa Cruz Oliveira
3 - Anna Francisca da Santa Cruz Oliveira


1 - João da Santa Cruz Oliveira

Nascido em 1833, em Correntes-PE, emigrou para Alagoa do Monteiro no terceiro quartel do século XIX. Já me referi a ele, como líder político e grande proprietário na região do Cariri Paraibano, com uma prole de cinco filhos – Miguel, Arthur, Augusto, Theotonio (“seu Santos”) e Francisca. A certidão de batismo confirma a sua origem:

“Aos 18 de junho de 1833 no Corrente o Pe. Joaquim de Freitas baptizou a João, de idade de dois meses, filho legitimo de Theotonio da Sta. Cruz e Maria Francisca de Jesus. Foram padrinhos Manoel Joaquim de Jesus e Firmina Maria do Rosario.” (10)

Dele descendem, além do filho Augusto Santa Cruz, protagonista da Guerra de Doze, já mencionado, os seguintes (11):

Miguel de Santa Cruz Oliveira, filho de João, bacharel em Direito, tendo exercido a magistratura em diversas comarcas, deputado provincial pela Paraíba, professor do Liceu Paraibano, em João Pessoa-PB.

João de Santa Cruz Oliveira, homônimo do avô, filho de Miguel, portanto neto de João e bisneto de Theotonio, conhecido como “Santa Cruz, o advogado do povo”, atuando por vários anos em João Pessoa-PB na defesa dos desassistidos e dos perseguidos pela ditadura militar.

Arthur de Santa Cruz Oliveira, filho de João, neto de Theotonio, também magistrado.

Theotonio de Santa Cruz Oliveira, filho de João, neto de Theotonio, homônimo deste, conhecido como “seu Santos”.

Lincoln de Santa Cruz Oliveira, filho de Arthur, neto de João, bisneto de Theotonio, médico sanitarista em Recife, já falecido.

Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, filho de Lincoln e portanto bisneto de João, trineto de Theotonio, herói, martirizado pela ditadura militar, cujos restos até hoje não foram localizados para que a família possa chorá-lo e sepultá-lo.

Miguel, Arthur e Theotônio, filhos de João da Santa Cruz Oliveira, espalharam sua descendência pela Paraíba e Pernambuco, principalmente nas cidades de João Pessoa, Recife e Olinda.


2 - Petronillo de Santa Cruz Oliveira

Filho do patriarca Theotonio, nasceu em 1856 e faleceu precocemente aos 44 anos em 1901.

Deixou filhos que se uniram a famílias tradicionais de Pernambuco e Alagoas, como os Gitirana, os Albuquerque Araújo e os Paes Barreto, com vastíssima descendência, que vem se espalhando pelo país.

Dele descendem:

Petronilo de Santa Cruz Oliveira, filho de Maria de Lourdes, neto de Petronillo e bisneto de Theotonio, homem público, agrônomo, secretário de estado, fundador do MDB em Pernambuco.

Petronilo Maria de Santa Cruz Oliveira, filho de Rodolpho, neto de Petronillo e bisneto de Theotonio, advogado e procurador.

José Petronilo Santa Cruz, filho de Theotonio, neto de Petronillo e bisneto de Theotonio, livreiro e editor, criador da livraria Duas Cidades em São Paulo-SP, baluarte de resistência intelectual à ditadura militar. Era monge beneditino com o nome de Frei Benvenuto, havendo renunciado à vida religiosa na década de 1970.


3. Anna Francisca da Santa Cruz Oliveira

Nasceu em Correntes provavelmente em torno de 1835. Ainda não consegui encontrar a certidão de batismo ou qualquer outro documento que comprove a data do seu nascimento, constante apenas da crônica familiar (12).

Nos documentos do Livro de Casamentos do Cartório de Angelim, PE, quando é mencionada a propósito dos casamentos dos seus descendentes, sempre se declina o seu nome completo, sem o acréscimo dos sobrenomes do esposo, Joaquim Salgado de Vasconcelos, com quem Ana casou por volta de 1850. Eles foram meus trisavós.

Joaquim Salgado de Vasconcelos vivia em Correntes e era proprietário do Engenho São Boa Ventura citado por Pereira da Costa nos Anais Pernambucanos:

(...) os seus engenhos e engenhocas, que proporcionam o fabrico do açúcar, aguardente e rapaduras. Neste ramo de sua industria, o engenho São Boa Ventura oferece uma singularidade digna de nota, graças às prodigiosas terras em que está situado “produz canas que dão uma só qualidade de açúcar, que é o branco, e de grã tão fina e cristalina (...)(13)

No final do século XIX, Joaquim Salgado veio de Correntes com a família, os serviçais e o gado e estabeleceu-se em um lugar chamado “sítio do Angelim”, em uma propriedade às margens do Riachão, a uns 20 km de Garanhuns, perto de onde estava sendo construído um terminal ferroviário da chamada Estrada de Ferro São Francisco, cujo ponto terminal devia ser, nessa etapa, a cidade de Garanhuns. Diz a crônica familiar que ele procurava ares mais agrestes e menos úmidos, mais propícios à criação de gado.(14)

A fazenda que adquiriu era a “Broca”, onde Joaquim Salgado construiu casa e curral, e o povoado nascente alinhou-se a partir da estação de trem, inaugurada em 1887, em direção ao Riachão. Com a feira, criada em 1888, oferecendo oportunidade para o escoamento da produção, o povoado teve cresceu, surgindo mais casas de residência, comércio, e uma igrejinha sob a invocação de São José.

Joaquim Salgado de Vasconcelos e Anna Francisca da Santa Cruz Oliveira foram pais de Maria, Teotônio, João, Julio e Azarias.

Houve ainda outros filhos, como Antonio e Tertuliano, dos quais nos chegaram apenas os nomes. Os cinco irmãos mencionados no parágrafo anterior, por suas qualidades de líderes políticos e por sua atuação no comércio e na pecuária, passaram a fazer parte da crônica da região. Joaquim Salgado de Vasconcelos foi casado em primeiras núpcias com Josepha Carolina de Azevedo, trineta de Simoa Gomes, fundadora de Garanhuns e descendente direta de Domingos Jorge Velho. Desse casamento houve apenas um filho, Fausto Salgado de Vasconcelos Azevedo, casado com Úrsula Machado, também com numerosa prole (15), cujos descendentes ainda vivem na região, juntamente com os descendentes de Joaquim Salgado de Vasconcelos e Anna de Santa Cruz Oliveira, que listaremos a seguir:

1. Maria Amélia, nascida em 15 de abril de 1854. Casou-se com João Calado Borba. Um dos seus filhos, Miguel Calado Borba (1885-1956), político, fazendeiro, foi uma das figuras mais importantes da região. Neto pelo lado materno de Anna de Santa Cruz Oliveira e bisneto de Theotonio, toda a sua extensa e destacada prole usa o sobrenome Calado Borba e suas variações mas carrega também nas veias o sangue Santa Cruz, do patriarca de Correntes.

2. Teotônio Salgado de Oliveira Vasconcelos nasceu em Correntes em 4 de junho de 1864. Casou com Antonia Evaristo Duarte em 7 de junho de 1892, natural de Canhotinho-PE. Com ela teve quatro filhas, nascidas em Angelim-PE. Em ano ainda não determinado, mas com certeza após 1898, ano em que a esposa faleceu de parto, Teotônio emigrou para a Paraíba, onde se estabeleceu no Cariri, exercendo várias atividades: negociante de algodão, mascate, homeopata e pequeno criador. Teve um segundo casamento na região, com Senhorinha Barbosa Nascimento, com oito filhos desse segundo casamento, morando na vila de Mujiqui, atual cidade de Prata-PB.

Em 1927, por causa da seca, Teotônio retornou a Angelim. Levou consigo os filhos pequenos do segundo casamento, que eram oito: Alice, Hermes, Severino, Miguel, Margarida, Bonifácio, Siridião e Marina. As filhas mais velhas, do primeiro casamento, já tinham suas próprias famílias: Inez vivia em Coxixola-PB, casada com Pedro Quirino Ferreira, agricultor e pequeno criador, de Alagoa de Baixo-PE, atual Sertânia. São eles meus avós maternos, e objetivo do levantamento genealógico da parte final desta publicação (16).

Maria e Josefa eram casadas respectivamente com Antonio e Esperidião Salgado de Vasconcelos, irmãos, filhos de Fausto – seus primos, por conseguinte – e viviam já em Angelim-PE. Ana casou-se em Prata-PB com Elias Neris de Souza.

Ao voltar para Angelim, Teotônio foi morar no sítio Poço do Coelho, onde se estabeleceu com a família. Tinha economias, e emprestou muito dinheiro a juros, colocando também uma boa importância nas mãos de seus parceiros comerciais, numa época em que não havia bancos e os contratos se faziam empenhando a palavra garantida por um fio do bigode. Tais negócios, mal sucedidos, fizeram com que ele mergulhasse na pobreza, falecendo em 1935, em Angelim, aos 71 anos de idade.

3. João Salgado de Oliveira Vasconcelos (Janjão) nasceu em Correntes em 19 de julho de 1866. Era grande proprietário, tendo herdado do pai Joaquim Salgado de Vasconcelos a fazenda ancestral da família, a Broca. Casou-se com uma sobrinha, Tecla Salgado de Azevedo, filha do seu meio-irmão Fausto e em segundas núpcias com Maria Batista. Entre os seus filhos, cito: Raul, Rodolfo, Nanu, Luzinete, Hermínia e Paulo. Faleceu em 1828.

4. Júlio Salgado de Vasconcelos, nasceu em 1871, em Correntes-PE, tendo casado com sua sobrinha Quitéria Amélia Calado Borba (Sinhá), filha de sua irmã mais velha Maria Amélia. Júlio também veio para o Cariri Paraibano, onde tomou parte destacada nas agitações da “Guerra de Doze”, ao lado do primo Augusto Santa Cruz de Oliveira. Passadas as agitações, estabeleceu-se no município de Prata-PB, onde criava gado em uma propriedade por nome Várzea Nova, nas cercanias do povoado.

5. Azarias Salgado de Vasconcelos, nasceu em Correntes-PE em 8 de dezembro de 1877 e foi casado com Ermezinda Vieira de Lima, filha de Francisco Pedro da Silva e Maria Vieira Guimarães, naturais de Alagoas. Sua atuação destacada como proprietário rural, comerciante e finalmente na política da região tornam seu nome referência constante nos textos sobre a história municipal do Agreste pernambucano. Deixou vários filhos, a maioria com descendência em Recife, Angelim e Lagedo: Julio, João, Ivo, Manoel, Bruno, José Maria, Maria das Dores, Margarida e Paulino.

Na página seguinte, exponho um esquema da descendência do “Patriarca de Correntes”, Theotonio de Santa Cruz Oliveira, e de Maria Francisca de Jesus, meus tetravós. Suponho que, quando Theotonio foi para Viçosa-AL, antiga Vila da Assembléia, casou-se em segundas núpcias, sendo os filhos nascidos a partir desse período - como Petronillo - dessa suposta segunda esposa. Suponho isso porque os primeiros filhos - João (n. 1833) e Anna (n.1835?) - têm sua história ligada ao município de Correntes-AL, enquanto que Petronillo (n.1856), teve sua vida ligada ao estado de Alagoas. No esquema, os nomes em negrito são os filhos de Theotonio; os nomes sublinhados são os troncos que estou estudando. Muitas das relações de parentesco expostas abaixo são hipóteses, ainda sendo estudadas pela pesquisa. Lembro mais uma vez que esta é uma publicação prévia dos resultados e não a definitiva, e o objetivo dela é que os parentes se empenhem no fornecimento de mais informações para completar o quadro.

As abreviaturas usadas são:
n. = nascido em
cas. = casado
fal. = falecido
s.i. = sem informação
Os sobrenomes das mulheres são sempre os de solteira, para que fique identificado a qual família pertenciam.

Optei, nesta publicação, por representar as gerações apenas até os bisnetos de Theotonio Santa Cruz de Oliveira e Maria Francisca de Jesus, embora já tenha estabelecido as descendências de boa parte deles por mais algumas gerações.

NOTAS

1. COSTA, F.A. Pereira da. Anais Pernambucanos. Recife, Fundarpe, 1983. 2.ed.

2. Ob.cit.,Vol. 6, pág 568.

3. Livro de Batismo de Garanhuns aberto em 22/07/1930, folha 23)

4. Veja a "relação dos Teotonios" em um dos links deste trabalho.

5. O termo designava, no Brasil dos séculos XVIII e XIX, homens com família, reputação ilibada, posses, proprietários de terras ou bens, que eram geralmente convidados para ocupar cargos como juiz-de-paz, delegado, e outros.

6. CAVALCANTI, Alfredo Leite. História de Garanhuns. Recife, FIAM/ Centro de Estudos de História Municipal, 1983. p.151.

7. SÁ, ob. cit. p. 264.

8. BRANDÃO, Alfredo. Viçosa de Alagoas. O município e a cidade. Capítulo IV. Disponível na Internet, no site http://www.vicosadealagoas.com.br

9. Os homônimos, além de serem pessoas com mesmo nome e sobrenome, são fonte de enorme dor-de-cabeça para os genealogistas, uma vez que as pessoas recebiam o nome de um avô, pai ou tio, sem acrescentar "Neto", "Filho" ou "Sobrinho". Então, para distinguir um do outro é indispensável recorrer a outros dados, como nome dos pais ou datas de nascimento. Mas, se causam confusão, também podem servir de pistas importantes para identificar uma linhagem familiar, rastreando prenomes que se repetem naquela mesma família.

10. Livro de Batismo de Garanhuns, aberto em 22/07/1930, folha 60.

11. Na página a seguir apresento a descendência até a terceira geração a partir do "primeiro" Theotonio.

12. Os Livros de Batismos da Paróquia de Santo Antonio de Garanhuns, datados de 1828 até mais ou menos 1880, que consultei através de microfilmes no C.H.F. da Igreja Mórmon, são de difícil leitura pelo péssimo estado de conservação em que se encontravam quando foram microfilmados. Havia registros ilegíveis, borrões, manchas de umidade e bolor, além de páginas faltando.

13 COSTA, F. A. Pereira da, ob. cit, Vol 6, p. 560.

14. "Subsídios para a História de Angelim", documento inédito escrito por Júlio Calado Borba, do qual alguns trechos foram colocados à minha disposição pelo primo Marco Antonio Leal Calado. Marco é filho de José Calado, sobrinho de Júlio, neto de Miguel Calado, bisneto de Maria, trineto de Anna e tetraneto de Theotonio.

15. No final apresento a genealogia de Fausto Salgado de Azevedo Vasconcelos, filho de Joaquim Salgado de Vasconcelos e de Josepha Carolina de Azevedo. A rigor, ele não tem sangue Santa Cruz, mas tem o sangue de Joaquim Salgado, que também corre nas nossas veias.

16. Alguns anos depois de Teotônio ter voltado para Angelim, o genro Pedro Quirino Ferreira o seguiu com a família, também fugindo da seca. Em Angelim comprou à viúva do seu tio João (Janjão) a fazenda Broca. Em torno de 1942, voltou a estabelecer-se na Paraíba.

 

 

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