Édipo Rei, de Sófocles: um resumo

Para uso no curso Teatro Grego e com as divisões de acordo com a Poética (Atistóteles) Capítulo 12 Parágrafo 66

As edições recentes não trazem mais essa divisão.

1. Prólogo

Édipo relata ao sacerdote que mandou seu cunhado Creonte ao oráculo buscar respostas para combater a peste que cai sobre a cidade. Creonte volta e diz que o deus recomenda a punição dos assassinos de Laio. Édipo então ordena que se tomem as providências para investigar o crime.

Párodo

Os coreutas lamentam a peste e pedem socorro aos deuses.

2. Primeiro episódio

Começa a investigação. Tirésias é chamado mas se nega a falar. Finalmente, acusa Édipo do assassinato, que por sua vez acusa o adivinho de estar mancomunado com Creonte para derrubá-lo do trono. Tirésias retira-se, reiterando o que disse.

Primeiro estásimo

Os coreutas discutem sobre quem será o assassino.

3. Segundo episódio

Édipo discute com Creonte, acusando-o de querer tomar-lhe o trono. Jocasta entra, defende Creonte e quer saber o que houve. Diz a Édipo que não acredita em profecias, e conta então a ele a profecia, o nascimento e morte do menino e a morte de Laio por salteadores de estrada. Édipo lhe conta então sua infância com Pólibo e Mérope, em Corinto, e a profecia. Levanta também a possibilidade de ele mesmo ter morto Laio. Mandam buscar o servo que presenciou tudo.

Segundo estásimo

Os coreutas lamentam o descrédito da religião.

4. Terceiro episódio

Entra um mensageiro com a notícia que Pólibo morreu, e Édipo é aclamado rei de Corinto. Jocasta fica feliz, e diz a Édipo que o temor das profecias era infundado. Este ainda fala sobre o medo que tem de dormir com a mãe, Mérope; o mensageiro, escutando tudo, revela que Édipo não é filho dos reis de Corinto, sendo adotivo. E que o salvou da morte por um pastor de Laio, que sabe toda a verdade. Jocasta, desconfiando da verdade, quer parar a investigação. Édipo não a atende e ela se retira, em desespero. O pastor é encontrado e confirma tudo. Édipo, transtornado, entra no palácio.

Terceiro estásimo

Os coreutas refletem sobre as desgraças da vida e os revezes aos quais está exposto o homem.

Êxodo

O mensageiro relata aos cidadãos o suicídio de Jocasta e o desespero de Édipo, arrancando os próprios olhos. Entra Édipo, se lamenta. Recomenda os filhos a Creonte, abraça as filhas e se exila em Colono. O coreuta conclui com a fala famosa.

 

O mapa da mina Poética

Estamos lendo a Poética, e para facilitar a leitura de quem está no seu primeiro (e nervoso) encontro com a obra, indico aqui alguns parágrafos (que é este número que está aí no início de cada linha). São 26 capítulos, divididos em 185 parágrafos, a maioria com poucas linhas. Na tradução de Eudoro de Souza, que saiu pela coleção OS PENSADORES (Abril Cultural, 1979, Aristóteles, volume II) e que se encontra facilmente disponível na Internet, são apenas 28 páginas.

1 Objetivos da obra

2 Diferenças entre a “Imitação” quanto aos meios, aos objetos e aos modos utilizados.

13 O imitar é congênito no homem.

20 Origem da tragédia.

24 Diferenças entre a tragédia e a epopeia.

Todo o capítulo VI, onde ele define a tragédia e lista seus elementos essenciais.

49 Sobre a unidade e coerência da historia narrada.

50 Diferença entre o historiador e o poeta.

60-62 Peripécia e reconhecimento

66 Partes quantitativas da tragédia

69-70 O herói trágico

92-93,95,98 Tipos de reconhecimento

99-101 Ensina a escrever para teatro

105 Nó e desenlace

106-108 Como arrumar os elementos dentro da historia

110 Função do coro

112 O pensamento (do autor)

114 A elocução (do ator)

Aristóteles (Estagira, 384 — Atenas, 322 aEC) foi filósofo fundador da escola peripatética e do Liceu, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Deixou escritos sobre a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia, a linguística, a economia e a zoologia. Apenas de um terço de sua produção original sobreviveu. Sua obra “Poética”, sobre a tragédia grega, continua a exercer influência nas produções teatrais da atualidade e continuam válidas, mesmo passados 25 séculos.