Medeia (Eurípides)

OS ARGONAUTAS

Os argonautas, na mitologia grega, eram tripulantes da nau Argo que, segundo a lenda, foi até a Cólquida em busca do Tosão de ouro (ou Velocino de ouro).

A saga dos argonautas descreve a perigosa expedição rumo à Cólquida em busca do Velocino de Ouro. Conta o mito que Éson havia sido destronado por Pélias, seu meio irmão. Seu filho Jasão, exilado na Tessália aos cuidados do centauro Quíron, retornou ao atingir a maioridade para reclamar ao trono que por direito lhe pertencia. Pélias então, que tencionava livrar-se do intruso, resolveu enviá-lo em busca do Velocino de Ouro, tarefa muito arriscada. Um arauto foi enviado por toda a Grécia a fim de agregar heróis que estivessem dispostos a participar da difícil empreitada. Dessa forma, aproximadamente cinquenta jovens se apresentaram, todos eles heróis de grande renome e valor. Cada um deles desempenhou na expedição uma função específica, de acordo com suas habilidades.

A Orfeu, por exemplo, que tinha o dom da música, coube a tarefa de cadenciar o trabalho dos remadores e de, principalmente, sobrepujar com sua voz, o canto das sereias que seduziam os navegantes. Argos, filho de Frixo, construiu o navio e por isso, em sua homenagem, a embarcação recebeu seu nome. Tífis, discípulo de Atena na arte da navegação foi designado piloto.

São 50 tripulantes, e não precisamos saber de todos. Nosso personagem é Jasão. Então o navio parte e sai tocando em várias terras onde os heróis se metem em aventuras, brigas e confusões. Cinquenta homens, todos heróis, metidos num navio, vocês podem imaginar. A história completa está no verbete Argonautas, na Wikipédia. Cuidado se forem pesquisar, porque há muitos filmes com o tema e quando você dá fé está lendo um roteiro hollywoodiano, e não o mito.

Chegaram enfim à Cólquida, reino de Eetes, onde cabia a Jasão a tarefa mais árdua: capturar o Velo de Ouro. Medeia, filha do rei e conhecida por suas habilidades na arte da feitiçaria, apaixonou-se perdidamente por Jasão e, em troca da promessa de amor do jovem, usa as artes máqicas para que ele vença as dificuldades das árduas tarefas que o rei impôs como condição para entregar-lhe o talismã.

Jasão volta a a Pélias, entrega-lhe o velocino, partindo então para retomar Iolcos, onde estava seu pai já bem velho. Medéia, com seus remédios mágicos, devolveu-lhe a juventude.

Pelias, o usurpador de coroa de Iolco, também quis ser rejuvenescido, mas Medéia, instigada por Jasão, deu às filhas do rei, para aplicação no pai, uma receita propositadamente errada, que o matou. A revolta da população de Iolco contra Medéia e Jasão foi tão forte que os dois tiveram de fugir para Corinto, onde viveram em perfeita união durante dez anos.

No fim desse período, porém, Jasão apaixonou-se por Glauce, filha de Creonte, rei de Corinto, e repudiou Medéia para poder casar-se com sua nova amada. É neste ponto da lenda que tem início a ação da peça.

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